CREB dispõe de fisioterapia neurológica para tratamento da espasticidade
A espasticidade – doença neurológica que apresenta lesão em neurônios motores, responsáveis pelo controle dos movimentos voluntários – é muito comum em pacientes que apresentam doenças neurológicas como Acidente Vascular Encefálico, Esclerose Múltipl...
A espasticidade – doença neurológica que apresenta lesão em neurônios motores, responsáveis pelo controle dos movimentos voluntários – é muito comum em pacientes que apresentam doenças neurológicas como Acidente Vascular Encefálico, Esclerose Múltipla, Esclerose Lateral Amiotrófica, Traumatismo Craniano e Lesão Medular, entre outras.
A fisioterapia é de extrema relevância para qualidade de vida dos pacientes
“Quando a musculatura de uma paciente apresenta uma alteração clínica, que pode ser definida como uma dificuldade para realizar movimentos de flexão e extensão dos membros afetados, isso significa que ele tem uma espasticidade, causada por uma condição neurológica anormal. Em resumo, o paciente apresenta uma contração muscular mais forte do que em músculos normais, e o tempo para que os músculos relaxem também é maior”, afirma o coordenador de fisioterapia do CREB, Handerson Meurer.
Segundo ele, a espasticidade pode trazer deformidades representadas por clonus muscular, espasmos, contratura da musculatura envolvida, podendo causar dor, dificuldade de manter algumas posturas, tornando difícil o paciente realizar suas atividades de vida diárias. “Para o tratamento da espasticidade, é necessário que seja seguido por um programa regular de fisioterapia neurológica. O fisioterapeuta irá realizar cinesioterapia (alongamento dos músculos, mobilização das articulações) e tratamento com a crioterapia. A fisioterapia é de extrema relevância para qualidade de vida dos pacientes, reduzindo as dores, melhorando a postura e reduzindo algumas deformidades”, explica o profissional do CREB.
Dor de cabeça pode ser originada por problemas de coluna
A Academia Brasileira de Neurologia (ABN) estima que 93% da população brasileira já sentiram algum tipo de dor de cabeça, sendo que 31% desse total precisam de um tratamento clínico para eliminar o problema. Existem mais de 150 tipos de dor de cabeça e as mais conhecidas são a do tipo tensional e a enxaqueca. “Na maioria das vezes, a cefaléia é consequência de algum problema de saúde, ou seja, um sintoma de algo que não está bem. O que muita gente não sabe é que inflamações nas articulações, má postura e desvios na coluna vertebral podem ser os motivos de constantes dores de cabeça”, explica o reumatologista e fisiatra Haim Maleh, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
Segundo o médico do CREB, na maioria das vezes a pessoa com dor de cabeça toma um analgésico e acha que resolveu o problema. Isso é um erro. “O analgésico alivia o sintoma, mas não resolve a causa da dor, que pode ter várias origens. Se a dor é constante, deve ser investigada por um especialista. Dores de cabeça provenientes de má postura e problemas na coluna são muito mais frequentes do que se possa imaginar. E a fisioterapia e protocolos que incluem RPG – Reeducação Postural Global – podem resolver o problema”, diz o Dr. Haim Maleh.
– É muito comum desenvolvermos problemas articulares, principalmente quando vamos nos aproximando da terceira idade ou quando não praticamos atividade física regular, por exemplo. Quando a dor de cabeça é consequência de problemas articulares, a fisioterapia pode ajudar a melhorar consideravelmente a qualidade de vida do paciente. Vamos tratar da causa, não do sintoma. Um especialista deve ser procurado para avaliar o problema e descobrir a causa – finaliza ele.
É possível evitar dores na coluna vertebral
Os números demonstram claramente o tamanho do problema: segundo a Organização Mundial da Saúde, nada menos do que 85% da população de todo o planeta tem, teve ou terá dores nas costas. Os hábitos da vida moderna reforçam tal situação. Segundo uma pes...
Os números demonstram claramente o tamanho do problema: segundo a Organização Mundial da Saúde, nada menos do que 85% da população de todo o planeta tem, teve ou terá dores nas costas. Os hábitos da vida moderna reforçam tal situação. Segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde e pela Universidade de São Paulo, por exemplo, 80% das pessoas passam muito tempo diante do computador e da televisão. Ou seja, o comportamento sedentário pode causar vários problemas de saúde, entre os quais doenças na coluna.
Mas como fugir dessa estatística tão massacrante? A nova notícia é que, sim, é possível evitar dores na coluna com pequenos cuidados no dia a dia.
– Todos temos uma longa e exaustiva jornada de trabalho. É preciso estar atento ao seu corpo e, especialmente, à sua coluna. Uma pessoa que trabalha o dia inteiro sentada, diante de um computador, precisa se levantar a cada hora, fazer uma pequena caminhada e alongar pernas e braços. Uma pessoa que passa o dia inteiro em pé também precisa repetir esses alongamentos constantes, de hora em hora. Dá uma espreguiçada, alonga pernas e braços e volta a trabalhar. É simples e faz um bem danado – explica o ortopedista Marcio Taubman, do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo.
A dor na coluna é um aviso
Erros e vícios de postura comprometem a coluna no dia a dia, alerta o ortopedista. De acordo com ele, ao menor sinal de dor, é preciso consultar um especialista.
– Muitas vezes, a pessoa acha que deu um mal jeito qualquer, toma um analgésico e pronto. Não é assim que deve acontecer. A dor na coluna é um aviso, e pode ser uma série de problemas diferentes. Um especialista precisa avaliar, mesmo porque quanto mais cedo começarmos a tratar, mais rápido teremos sucesso no tratamento – garante ele.
Márcio Taubman pontua que o sobrepeso, o sedentarismo, a má alimentação são inimigos da boa saúde da coluna. O exercício físico regular, por exemplo, é fundamental para fortalecer a musculatura e a coluna.
– Algumas dicas no dia a dia devem ser seguidas. Ao sentar, é importante que os pés estejam apoiados para que os joelhos fiquem levemente mais altos que o quadril. Ao atender o telefone, jamais apoie o gancho do aparelho entre o pescoço e o ombro. Flexione os joelhos ao se agachar, sempre, jamais utilize sapatos apertados e saltos alto em excesso, no caso das mulheres. Outra dica interessante é se espreguiçar algumas vezes ao dia. Mas, lembre-se: sentiu alguma dor, procure um especialista – finaliza ele.
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